Neste tempo de despedidas, peguei no chão um pedacinho de calcáreo caído de uma casa. Fiquei toda contente em levar um vestígio de casa de Bordeaux. Isso foi noutro dia.
Hoje eu ia pegar o ônibus das 16h55, mas fiquei pronta antes e saí em direção à praça com a intenção de tirar um extrato no banco. Ao passar por uma casa em restauração, chamou a minha atenção o pó de calcáreo e um homem batendo a ferramenta para soltar um pequeno paralelepípedo da parede, talvez para colocar uma grade, sei lá. Poucos passos adiante, retornei e lhes disse, eram dois, bom dia, o melhor modo de começar qualquer conversa, e perguntei se poderia me dar aquela pedra para eu levar de lembrança para o Brasil. Ele me deu sem pestanejar e já quis saber se eu era do Brasil... enfim, o país da moda!
Saí com vontade de saltitar, toda contente com a minha pedra, que deixou vários respingos de pó creme na roupa e sandálias.
Do banco voltei em casa para deixar a preciosidade e acabei pegando o ônibus das 16h55, que passou no horário.
Agora, em casa, não paro de olhar minha pedra, minha casinha de Bordeaux.
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