terça-feira, 7 de junho de 2011

só pra escrever um pouquinho

Escrever aqui é um prazer e uma maneira de deixar memórias de pequenas coisas e emoções vivenciadas nesse período denso como o velho mundo. Quando eu era criança adorava as ilustrações com muitos detalhes, ficava olhando um longo tempo. Acho que me vejo parecida com aquela menininha curiosa, agora maravilhada na Aquitaine, região onde se localiza Bordeaux. É que aqui a ilustração tem muitos e muitos detalhes, coisas sobrepostas, como bonequinha russa ou aqueles calendários em que se vai abrindo janelinhas. Não há dia em que eu não descubra algo desses milhares de anos e povos destas paragens. Acabo registrando algumas coisas, outras passam, como as fotos que não tiro, nem tenho câmera ( uma alienígena nos dias de hoje!), gosto de olhar, simplesmente, reter no inconsciente e no consciente, uma parte, um detalhe. Só tirei foto da minha árvore (escrevi algumas vezes sobre ela aqui), de todas as suas fases, mas não posso tirá-las do celular, não tenho o cabo apropriado. Um dia resolvo isso e escrevo sobre ela novamente.
Não posso deixar de contar que sempre adorei a bonequinha russa de meu irmão, que ganhou do padrinho, acho que antes de eu nascer, pelo menos para mim ela sempre esteve no quarto dele. Enfim, agora eu também tenho uma bonequinha russa, comprei em uma feira internacional que rolou na semana passada.
A minha mesa de trabalho, que por sorte é grande, além de papéis, livros e laptop está com brinquedos, as xícaras do antiquário (texto sobre Blaye), as mini-cocottes (escrevi sobre elas há um tempão) e uma tartaruga de madeira de pernas para o ar. Gosto muito de jabutis, bichos sábios, meditam de frente pra parede, como monge zen-budista.Tenho alguns pequeninos (em Floripa), de madeira, pedra, feita por índios, vários; às vezes aparece uma tartaruga para acompanhá-los, como foi o caso na Citadelle de Blaye.
Ah, não poderia faltar o galinho de Portugal, uma pinha pequenina catada no chão, na qual espetei uma  sombrinha de madeira e papel, que abre e fecha, vinda de uma sobremesa de um restaurante vietnamita onde almocei em março com o Francisco.
Moral da história: as brincadeiras mais gostosas da infância nos acompanham a vida inteira, se quisermos e nos permitirmos.

PS: agradeço a todos os meus amigos e ao meu irmão, que me incentivam a escrever aqui.

Um comentário:

Beth Goidanich disse...

Adorei esse texto!

Será que algum dia as brincadeiras e os brinquedos nos abandonam? Tomara que não. É tão bom ser criança e significar os objetos. As coisas têm histórias e é bom contar nossas histórias através delas.
Bjs!

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