sábado, 14 de maio de 2011

e as coisas são relativas...

Cheguei no balcão da air france seca pra falar francês! Eu estava com saudades da língua do diário. Eu não falo espanhol, claro que entendo tudo e falo devagar em português e as pessoas entendem. E nessa, fiquei com saudades do francês. Vim pra casa sem falar com ninguém e me esqueci do ocorrido. Agora fui ao mercadinho e perguntei onde estava isso, aquilo, falei com o cara do caixa, enfim, gastei o verbo. Estou me divertindo a valer com essa nova identidade, eu com tantas dificuldades para falar uma língua estrangeira, agora assim. E mais, quando do avião reconheci as pontes sobre o rio la Garonne senti-me em casa, como quando vejo as pontes de floripa. Estou adaptada?

continua... domingo, dia 15

Acordei pensando que deveria me explicar melhor. Lá em Barcelona eu estive com amigos e em um seminário de pesquisadores brasileiros. De qualquer modo, no meio universitário - estive em duas universidades, assisti palestras e apresentei trabalho -, pode-se fazer uma colocação mais elaborada em um debate, em português, todos compreendem. Bem, o mesmo se dá no Brasil.
Aqui na França, fica difícil, ainda, elaborar um discurso mais complexo, participo de aulas, é mais simples, mas em palestras já fico com receio de intervir e depois não dar conta do recado.
'Tá tudo dominado' no dia a dia, ou quase, mas posso resolver minhas coisas sem mímica, na língua da casa, é isso. Então, o que há pouco tempo era o contrário, eu tinha dificuldade de entender o que os franceses falavam, agora não é mais, e isso ficou claro na viagem a Barcelona.
E aqui tenho minha casinha, meu cantinho, minhas pontes, como em floripa!

2 comentários:

Beth Goidanich disse...

totalmente adaptada! que legal! eu não cheguei a ter tempo de me sentir em casa em Londres. Se alguém me perguntar sobre o tempo ideal de um sanduíche, direi que no mínimo seis meses!

Ana Lima disse...

Acho que sim, 6 meses é um tempo ideal. Mais, como o meu, para pessoas resistentes a saudades.

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