Na revista Carta Capital tem uma coluna do leitor. Um fisioterapeuta escreveu que o projeto de lei do ato médico está novamente na pauta pra votação. Eu deixei um comentário lá que reproduzo abaixo:
Ana disse:
A questão é bem maior que impedir o pleno exercício da fisioterapia. O projeto de lei do ato médico parte do pressuposto que qualquer intervenção em saúde só pode ser realizada por indicação de um médico, assim para ir a um fisioterapeuta, um psicólogo, um nutricionista, um fonoaudiólogo, um farmacêutico, um terapeuta ocupacional, enfermeiro, enfim, qualquer procedimento precisaria de prescrição médica (perdoem-me os profissionais que não citei). O médico passaria a ter o domínio sobre o diagnóstico, a lei do ato médico estaria criando conflito com as leis das outras profissões, como p. ex., o psicólogo faz psicodiagnóstico, não poderia mais fazer? E por aí vai. Esta lei, que parece para alguns uma disputa corporativa, atingiria toda a população, pois uma única forma de pensamento seria a ‘verdade’ da saúde, atingindo inclusive a medicina tradicional chinesa e todas as psicoterapias, que podem ser exercidas por diversas profissões, desde que o profissional esteja habilitado por curso reconhecido por seu conselho profissional.
Enfim, estamos falando da liberdade de pensamento e de pesquisa na ciência e da diversidade das práticas clínicas. NÃO AO PROJETO DE LEI DO ATO MÉDICO.
Abaixo o boletim do CRP-12 (Conselho Regional de Psicologia de SC), aproveitem e já assinem no link abaixo.
ALERTA: Abaixo-assinado contra votação urgente do Ato Médico
No dia primeiro de dezembro, representantes da classe médica foram ao gabinete do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), para pedir que o Projeto de Lei nº 268/2006, conhecido como Ato Médico, entre em pauta no plenário do Senado Federal em regime de urgência. O projeto, se aprovado, afetará todos os usuários do SUS além de avançar sobre as outras 13 classes profissionais, incluindo os psicólogos. O site do CFP (www.pol.org.br) está organizando um abaixo-assinado virtual contra a aprovação do projeto de lei. E no dia 14 (terça), o senador Romero Jucá receberá representantes de várias áreas da saúde afetadas pelo Ato Médico, sendo que o CFP estará presente.
Clique aqui para assinar o manifesto. Trezentas mil pessoas já o fizeram.
REGULAMENTAÇÃO DA MEDICINA SIM!
DAS PRÁTICAS DE SAÚDE NÃO!