Guillaume Le Blanc apresentou seu novo livro em um ciclo permanente de palestras da Librairie Mollat. Foi no 3º andar de uma casa de pedra, em uma rua toda preservada e onde passa o bonde; as casas são geminadas, altas, mas uma diferente da outra, de pedras claras, amareladas. As escadas são em um caracol largo, grande e íngrimes e não fosse bem iluminado poderia dar a sensação de um filme de suspense. O salão é todo revestido de tecido vermelho, casa cheia, umas 80 cadeiras e umas cem pessoas ao todo. Chamou-me a atenção de que tinha gente de todas as idades. O livro é bem escrito e a apresentação foi em sua essência política, parte de uma série de encontros ao longo dos anos de um grupo chamado Travail sexualités migrations. A chamada era Peut-on vivre d'une vie à côté de la vie? (Pode-se viver uma vida à margem da vida?) O mediador Boubakar Seck é arquiteto (eu havia me enganado e colocado escritor), estrangeiro, acho que do Senegal, e negro.
Depois fui com meus colegas do groupe F. a um bar todo futebol, decorado com camisas e bandeiras de times europeus. Vi os 5 últimos minutos do amistoso Brasil X Argentina e o gol do genial Messi, o único do jogo. Aí armaram o telão porque ia começar Inglaterra X França, mas fomos embora, só eu curto futebol!
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